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Financeiro

Capital de Giro: A Linha Tênue Entre Operar e Quebrar

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Equipe ChefOS
7 min de leitura

Se a Demonstração de Resultado do Exercício (DRE) mostra se o restaurante dá lucro ou não no final do mês, é o Capital de Giro que dita se ele vai conseguir abrir as portas e sobreviver até esse mês fechar as contas de verdade.

Afinal, o Que É e Para Que Serve?

O Capital de Giro é aquela reserva líquida financeira em caixa (ou dinheiro vivo sob as mãos) que sustenta as operações da sua lanchonete, pizzaria ou bar num período de descasamento: Ou seja, quando acontece de o dia em que se paga compras, salários e gastos fixos vir muito antes de receber efetivamente aquele bolo de verba vinda das vendas dos clientes (Vendas parceladas e repasses mensais dos aplicativos).

Como os Restaurantes Dinamitam Seu Próprio Giro

Muitos negócios vão de vento em popa nos 3 primeiros meses porque esbanjam aquela sobra dos investimentos ou empréstimos iniciais. No entanto, o Capital de Giro se esvai de 3 modos principais e letais:

1. Dinheiro Fixo Imobilizado Sem Necessidade (Estoque Obeso)

Ter em um boteco do bairro de tamanho minúsculo, 5 paletes abarrotados da cerveja da moda ocupando galpão somente por causa de “um preço incrível na sexta no atacadão." Pense bem: você comprometeu quase todo seu capital livre em um produto que demora 2 meses para girar, o salário de todo o staff cai daqui a 2 dias, e você será pego pela liquidez da operação financeira travada na garagem. Menos estoque parado significa dinheiro livre na sua mão.

2. Sócios e o "Bolsa Patrão"

É sexta e bombou em dinheiro de espécie na chapa do caixa pelo salão lotado com a feijoada. O dono enfia R$ 5.000 de recebimento em "cash", coloca no bolso, e viaja. "Dinheiro do lucro" antes de saber qual a DRE daquele ciclo. Quando a fatura do Simples Nacional ou Imposto vem na quarta somada com todos as faltas de PIX para os freelancers do Barulho, a contabilidade tem que contrapor R$ 5.000 ou solicitar um empréstimo estourado de cheque especial em cima da empresa. O saque impulsivo destrói a vida da empresa.

3. A Espera no Prazo iFood / Maquininhas

O modelo popular brasileiro está em aceitar de 30% a 70% de fluxo em iFood / Delivery Apps usando planos padrão (Onde repassam semanas ou em mês). Lembre-se, seus fornecedores de carne não dão linha de boletos para o botequim de bairro - o açougue no interior é pago semanalmente ao entregar na moto. E esse capital tem que já estar girando!

Gerir a saúde do restaurante envolve renegociar ciclos a ponto do Próprio Capital Circulante estar equalizado. O auxílio de relatórios precisos presentes nos Módulos de Caixa da plataforma ChefOS evidenciam diariamente as retiradas no meio do expediente para estancar buracos e sangria de caixas nos restaurantes por trás da bela visão no balcão de vendas diário.

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