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Fluxo de Caixa em Bares e Restaurantes: Evite o Buraco Negro Financeiro

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Equipe ChefOS
5 min de leitura

Muitos bares e restaurantes no Brasil encerram as atividades antes dos primeiros 2 anos. Curiosamente, muitos não quebram porque os pratos são ruins ou porque o salão fica vazio, quebram por causa do fluxo de caixa. Eles têm lucro econômico (no papel, os preços estão corretos), mas morrem na falta de liquidez.

Afinal, o que é Fluxo de Caixa?

Fluxo de caixa é simplesmente a radiografia das entradas (recebimentos) e das saídas (pagamentos) de dinheiro que transitam nas contas correntes e no cofre do restaurante num determinado período de tempo. Parece simples, não é? A realidade no setor alimentício é bem mais caótica.

O que acontece é que vender não é receber na hora. E comprar não é pagar à vista.

E é nesse "descaminho" entre datas que mora o perigo.

O Efeito "Dinheiro Ilusório" das Vendas no Crédito

Sexta e sábado foram dias incríveis. O bar bombou. O faturamento foi de R$ 15.000,00 no final de semana. O dono olha a conta bancária da empresa na segunda-feira pela manhã, que tem alguns restos de boletos para pagar, e não enxerga a riqueza toda. Por quê?

  • Do faturamento, 80% foi pago em cartão de crédito, que a maquininha credencia a pagar em D+30 (após 30 dias).
  • Os 20% que entraram no Pix não dão conta dos alugueis e salários que vão cair até o dia 5.

Ao mesmo tempo, na semana passada, o empresário já fez o pedido da carne para esse final de semana e o boleto do açougue vence nesta próxima quarta-feira (D+7). Entendeu a conta? Você está pagando o fornecedor bem antes de receber do cliente.

Estratégias Para Mudar o Jogo e Ter Capital de Giro

Essa situação corrói o seu capital de giro (o dinheiro de segurança para operar o mês) ou pior ainda, te obriga a cair na amizade ingrata do gerente do banco para antecipar recebíveis, pagando juros abusivos. Como estancar isso:

1. Negocie o Prazo do Fornecedor (O prazo médio de Pagamento)

Nunca aceite boletos para D+7 de forma complacente se você recebe a maioria do seu dinheiro do cliente em D+30. Exija do atacadista, distribuidor de bebidas ou açougue prazos para compra de no mínimo D+28 a D+35, com o preenchimento de cadastro CNPJ. Assim, seu cliente financia sua mercadoria, e não você.

2. Conciliação Bancária

Quem não concilia o cartão não sabe o quanto perdeu com Chargeback (O cliente que pediu extorno indevido), falhas da máquina ou taxas aplicadas de formas diferentes do contrato. Todos os dias pela manhã, o administrativo precisa "ticar" no extrato cada lote de recebimento e confrontar com a fechamento de caixa do dia anterior.

3. Evite Contas com "Lump Sum" (Tudo Junto e Misturado)

Dinheiro da empresa é da empresa e fim. Retiradas para abastecer o carro do sócio ou comprar escola pro filho com o cartão corporativo não apenas estragam o fluxo como destroem todo e qualquer planejamento futuro. Se é imposto da empresa, você deve separar em contas secundárias assim que as vendas entram, não torça para ter saldo no dia 20.

Você que é do Food Service precisa de sistemas robustos e modulares, tal como a tecnologia ChefOS, que avisam os boletos do dia, trazem previsão fácil da agenda de cartões e integram o seu caixa ao controle financeiro.

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